
Consumer 2.0
Na revista Briefing de hoje surgia a notícia:
«Os blogs exercem cada vez maior influência junto dos decisores tecnológicos, comparativamente com os analistas financeiros e a cobertura mediática, segundo um estudo da Hill & Knowlton. Mais de um terço dos inquiridos afirma consultar blogs com grande frequência antes de tomarem decisões de negócio, segundo o estudo, que teve por base 400 entrevistas a decisores tecnológicos nos Estados Unidos, Reino Unidos e Canadá.»
Não é novidade para mim. Na verdade, já havia feito um projecto para o mestrado, abordando o tema: Consumer Generated Media (CGM): Os novos líderes de opinião. Este novo fenómeno: os Consumidores 2.0 (utilizadores e criadores de elementos dentro da Web 2.0) tem vindo a ganhar cada vez mais interesse nas empresas. Pode-se mesmo considerar que esta é uma “mensagem boca-a-boca” altamente controlável por meios especializados de monitorização. E quem não quer saber o que se fala da sua marca?
Pete Blackshaw, chefe do Gabinete de Marketing e Satisfação do Cliente, da Inteliseek, uma empresa de consultoria de marketing em Cincinnati, e a quem se atribui a criação do termo Consumer Generated Media, define este novo conceito como “um media criado por consumidores, com o intuito de ser partilhado entre os mesmos, que se encontra a crescer exponencialmente”.
As informações trocadas são inspiradas por experiências com determinado produto ou serviço, que são partilhadas, divulgadas e arquivadas para que outros consumidores tenham acesso a elas. Ou seja, opiniões e recomendações, discussões e debates, rumores, etc. Informações que deixam um rasto digital na internet, e que podem ser monitorizadas pelo marketeer.
Alguns exemplos de CGM passam por blogs, e-mails de feedback de consumidores para empresas, fóruns, sites de avaliação, redes sociais na internet, fotoblogs ou sites de partilha de fotografia, Vlogs – vídeos pessoas, podcasting, entre outros.
Conclusões?
Os consumidores ditam o alcance dos media, a sua frequência e o impacto. Cada vez mais a informação se encontra disponível na Web, ao alcance de todos, e o consumidor escolhe o tema, o site e encontra todo um vasto número de outros consumidores dispostos a contar as suas experiências. A conversa de café, sobre os mais variados temas, passou para o mundo digital, onde tudo é mais simples e mais fácil.
A confiança depositada nos CGM, associada à sua rápida difusão pela Web, determinam cada vez mais o sucesso ou o fracasso de determinados produtos ou serviços.
As empresas não podem simplesmente fechar os olhos a este fenómeno! Tenho dito!
Cátia Biscaia